
Por Patrick Moraes
Naquela noite, ela estava mais radiante. Ele ainda era tímido, território estranho para um pequeno homem. Talvez não passasse de uma reunião entre amigos, uma noite de bebidas ou até uma partida de baralho após o trabalho. Copos, vodka e cerveja. Uma partida, um gole, três partidas e o copo inteiro esvaziou. Ele andava a casa inteira, esperava o momento de tocar os dedos dela. Sempre quis os dois juntos, talvez não fosse ela quem ele sonhou a vida toda, mas hoje seu sonho futuro não tinha outro nome. O medo estava em seus olhos, mas o encontro dos corpos fez brilhar o desejo de mais. Mais copos, mais risos, mais esbarros, mais vontade. Ela levantou, ele foi atrás. O caminho era curto, a oportunidade não era aquela. Ela ainda o amedrontou com uma leve iniciativa. O beijo roubado era divertido, fazia parte do jogo que ela provocava. Achou graça dele, piscou o olho e saiu.
Ele olhava ela dançar. E como dançava leve, solta, não tinha tantos pudores. Ela percebeu e olhou, sorriu de canto e simplesmente virou o rosto. Mais uma casa andada no tabuleiro, o jogo começava a ficar disputado. Ele foi excitado, ela sabia provocar. Acabaram as brincadeiras, começou a noite. Eles entraram, subiram, sumiram. Agora era ele quem roubava o beijo de verdade, prendia a cintura dela em seu corpo e deslizava a mão onde mais tivesse curiosidade. Ela ainda não estava entregue, sabia a hora de cortar o peão e fazer os dados pararem no seis. Parou! Deu mais um sorriso de canto de rosto, passou os dedos pela face dele e saiu. Ele riu, riso de quem perdeu o controle, mas não perdeu a noite.
Ela deitou, ele chegou logo depois. Lençol vermelho, colchão pequeno, mas eles precisariam de apenas dois corpos de espaço, um sobre o outro. Ela fingiu dormir, ele deitou ao lado. Talvez uma carícia fosse o começo, mas ele optou por um susurro ao pé do ouvido. "Te quero". Ela já não sabia mais a tática ideal, perdeu o controle e entregou todas as fichas. Ele era o dono das cartas. Os corpos já não tinham espaço para se afastarem, o tempo parava e da janela só se via as marcas de um desejo insaciável. Eles eram a encarnação do prazer, movidos pelos impulsos, mas firmados pela certeza de um grande amor.
Ele olhava ela dançar. E como dançava leve, solta, não tinha tantos pudores. Ela percebeu e olhou, sorriu de canto e simplesmente virou o rosto. Mais uma casa andada no tabuleiro, o jogo começava a ficar disputado. Ele foi excitado, ela sabia provocar. Acabaram as brincadeiras, começou a noite. Eles entraram, subiram, sumiram. Agora era ele quem roubava o beijo de verdade, prendia a cintura dela em seu corpo e deslizava a mão onde mais tivesse curiosidade. Ela ainda não estava entregue, sabia a hora de cortar o peão e fazer os dados pararem no seis. Parou! Deu mais um sorriso de canto de rosto, passou os dedos pela face dele e saiu. Ele riu, riso de quem perdeu o controle, mas não perdeu a noite.
Ela deitou, ele chegou logo depois. Lençol vermelho, colchão pequeno, mas eles precisariam de apenas dois corpos de espaço, um sobre o outro. Ela fingiu dormir, ele deitou ao lado. Talvez uma carícia fosse o começo, mas ele optou por um susurro ao pé do ouvido. "Te quero". Ela já não sabia mais a tática ideal, perdeu o controle e entregou todas as fichas. Ele era o dono das cartas. Os corpos já não tinham espaço para se afastarem, o tempo parava e da janela só se via as marcas de um desejo insaciável. Eles eram a encarnação do prazer, movidos pelos impulsos, mas firmados pela certeza de um grande amor.
A cada texto seu que leio, fico mais apaixonada pela sua forma de escrita!! Nesse texto você consegue equilibrar poesia, subjetividade, descrições, etc, tudo na medida certa!! :)
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